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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Une des références culturelles: Julia Child

Bon appétit...

E é com esse jargão que inicio o post sobre a mais famosa e divertida apresentadora/escritora americana: Julia Master Chef Child.

Essa pequena pessoa de aproximadamente 1,80metros, nasceu em 1912 em Pasadena, Califórnia. Sua história de vida é absolutamente fantástica.

Tudo começou quando ela quis ser escritora e entrou na Smith College em Northampton, Massachusetts. Após alguns anos de formada mudou-se para Washington onde trabalhou como voluntária no Escritório de Serviços Estratégicos dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Na posição que ela possuía neste departamento viajou por vários países levando documentos secretos até que, ao chegar no Sri Lanka, Julia conheceu Paul Child, seu futuro marido, seu melhor amigo e incentivador.

Paul foi transferido para a embaixada dos Estados Unidos em Paris, na França; onde a mágica aconteceu. Julia, já afastada dos serviços burocráticos, entrou para a escola francesa de culinária Le Cordon Bleu (na época, frequentada por uma maioria avassaladora masculina).

Este foi o início da vida gastronômica da mulher referência americana. Ela transformou as técnicas e pratos sofisticados franceses em algo acessível ao público americano, que não possuía como cultura a cozinha.

Com sua formação base de escritora, seu talento rendeu vários livros como o mais famoso deles: Mastering the Art of French Cooking, escrito em parceria com as madames Beck e Bertholle, amigas e fundadoras de L'ecole de trois gourmandes. Além de um show em 1963, de volta aos Estados Unidos, The French Chef. O primeiro show de culinária da televisão americana a ter tanta audiência e ser premiado! Segue um trechinho sobre o melhor jeito de se fazer um omelete; tipicamente francês...



Neste mesmo show Julia Child disse duas frases que são leis para a minha pessoa:

“The only time to eat diet food is while you’re waiting for the steak to cook.”

“If you’re afraid of using too much butter in this recipe, don’t worry — you can substitute cream.”

E com essas últimas frases presto minha homenagem a essa grande mulher, feminista, que nos mostrou que cozinhar deve ser divertido!

Au revoir e até o próximo post

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Transmistery III - FINAL

Hooray people,

Hoje será o último, porém não menos escandaloso, post sobre as nobres gorduras trans.

Primeiramente a explicação sobre o “driblando-a” do último post. As gorduras trans existem e PONTO FINAL, não dá para “driblá-las”, se você quiser realmente não comê-las, viva de luz... Mas lembre-se: dá câncer.

Se você acha que não come gordura trans, que vai virar (ou é...) vegetariano para evitar esse mal, que vai ler todos os rótulos para ver se há gordura trans ou não (e confiar neles) e sei lá mais que técnicas esdrúxulas usar, tenho uma palavra para dizer: Probleminha! Por que?

É CIENTIFICAMENTE PROVADO que as gorduras trans existem porque Deus quis (já diria o glorioso Batistella), estão presentes nos rumens dos animais, nas ervilhas, repolhos, romãs e, se você armazenar óleos por muito tempo, há a probabilidade da formação das gorduras trans.

Pesquisas mostram também que o consumo de gorduras trans afeta algumas atividades metabólicas do organismo humano, criando deposição em paredes celulares, podendo chegar a causar doenças. Ok, ponto muito importante para ser considerado, mas há de vir que os níveis de tolerância para esse composto são baixos, menores do que o presente nos alimentos acima citados. Obviamente, não se você comer um boi inteiro, ou então um pacotinho de batatinhas do McDonalds!

Olha só que legal, se você acha que o óleo de soja é algo saudável, veja no que ele se transforma. É assim que a mágica acontece:



Enquanto os óleos ainda são óleos a quantidade, ou melhor, a parte trans deles é tão ínfima quanto a de um repolho, mas está lá! Por quê? Porque faz parte do processo de refino também!

Ou seja, vamos ser pessoas normais e continuar a comer de tudo, um pouco, mas de tudo. Assim como a médica da minha mãe disse: “você PRECISA comer de tudo, basta seu organismo estar em ordem”. Afinal, pelo andar da carruagem, daqui a pouco não poderemos comer mais nada? Sem que alguém critique?

Para encerrar essa sequencia de posts, recomendo como leitura: MARTIN, Catherine, Chemistry in Britain, October 1996, p.34.

No próximo capítulo: Homenagem a Julia Child.

Alguém vai de metrô?

Hooray meu povo.

Vamos para a cri-crítica da semana: Rede Subway

Quando você sai de casa com uma fome do caramba, pensa: vou comer algo que seja bom e rápido.

A maioria das pessoas pensa em ir ao McDonalds, Bobs, Burger King, Giraffas... Anyway, qualquer uma dessas redes que vendem hambúrguer com gosto de plástico. Mas enfim, a discussão sobre essas redes fica para outra hora.

A minha pessoa sempre pensa assim: to com fome! Vou ao Subway!

E vocês me perguntam por quê? Porque os ingredientes são simplesmente deliciosos, na maioria das lojas, frescos. Ainda vou parar um dia lá e perguntar qual a marca do pepperoni que eles usam; é simplesmente o melhor (deve ser Hans).

Mas o mais importante de tudo é que: cada lanche tem um gosto diferente do outro! Incrível. Salame tem gosto de salame, frango tem gosto de frango (tudo bem que às vezes o frango está quase desidratado), queijos, saladas e os molhos. Os molhos também têm gostos diferentes, apesar da base de maionese. A não ser que você coloque cebola roxa, tudo terá gosto dela, além de lhe render algumas lágrimas!

Como nem tudo são flores: a montagem dos sanduíches. Péssimo. Você pensa em começar a comer o negócio já desmonta... Então você tenta inverter o lado do sanduíche para ver se a gravidade coopera com a situação, mas não! Obviamente, quanto mais você gira o lanche, mais maionese vaza na sua mão.

Apesar de parecer sempre uma criança de tanta meleca que o lanche do Subway produz, ainda é um lugar que recomendo!

domingo, 31 de outubro de 2010

Aquele da retomada

Bom dia pessoas do meu Brasil,

Após um longo e tenebroso inverno, eis que eu retorno. Espero que dessa vez para ficar.

Explicação 1: A vida de uma estagiário. Como novidade tenho a citar que acabei de encerrar o contrato com a empresa de alimentos na qual trabalhava, mas não por vontade própria, por dois motivos: o SENAI não iria renová-lo (estourei TODAS as horas que tinha direito) e o pessoal lá está mudando os departamentos.

Explicação 2: A vida de Joseph Climber. Ao contrário do nosso exemplo de perseverança, eu fiquei durante um tempo desanimada, desmotivada, abatida, sem vontade de cantar uma bela canção. Mas em uma bela manhã de sol, eis que eu estava pensando nas coisas da vida e em como expressá-las no blog que veio até mim a grande explicação da vida: O que eu posso fazer para mudar isso?

Enfim, tendo em vista o meu atual desemprego e minha necessidade de não me manter ociosa, resolvi dar um gás no blog. Deixarei posts digitados (afinal, todos estão em papel), com tudo, eu disse TUDO, que penso a respeito da melhor coisa da vida: comer!

Gostando ou não, estarão aqui relatadas todas as minhas horas de pesquisa sobre comida e o que influencia sua existência (sim, também falarei de processos, e dos meus favoritos: os ativados por microorganismos). Além é claro da sessão cri-crítica, afinal falar dos estabelecimentos freqüentados é um dom! =)

Bom, é isso, e até breve com mais informações.

Obs: o último capítulo da série trans está em processo de finalização e procura por imagens!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Transmistery II - A técnica

Antes de mais nada vamos deixar claro que, assim como o flogístico e Lavoisier, Lamark e Darwin e Mendel e suas ervilhas (???) a gastronomia, a nutrição e a química quase nunca chegam em um acordo sobre quem é o mocinho e quem é o vilão, quem tem uma visão ampla da situação e quem tem razão. Portanto, aqui apenas está expresso o fruto de muitas horas de pesquisa sobre, e sem dar razão a posto acadêmico nenhum, lá vamos nós:

A tão famosa gordura hidrogenada é toda aquela que passa por um processo físico-químico chamado hidrogenação - inserção de átomos de hidrogênio na cadeia carbônica de um ácido graxo insaturado – realizado através de um binômio pressão x temperatura, ás vezes utilizando-se de um catalisador de reações de Níquel. Os ácidos graxos insaturados possuem conformação angular por causa das duplas e triplas ligações presentes, fator que influencia diretamente em seu estado físico na CNTP.



Assim como a maioria dos processos químicos, a hidrogenação não alcança o 100% de eficiência, deixando alguns Carbonos sem seus quatro Hidrogênios - se em pontas de cadeia (diga-se de passagem ainda bem, pois imaginem uma barra de margarina mais dura que o aço, e você colocando isso no seu pãozinho quentinho... Delícia!). Nesse caso a hidrogenação incompleta acaba formando conformações trans nos ácidos graxos insaturados, pois durante o processo algumas ligações duplas persistem, e algumas migram de lugar; quando isso acontece os Hidrogênios que antes estavam do mesmo lado da cadeia passam a fica em lado contrários, estabilizando a gordura (= faz sua viscosidade aumentar). Podemos ilustrar isso com posições sexuais, bem mais fácil de entender... Mas como esse é um blog de respeito não vou fazê-lo xD

A gordura trans pode ocorrer também naturalmente, existindo desde que o mundo é mundo no rúmen dos animais e em alguns vegetais como a ervilha e o repolho; sendo assim gênio aquele que conseguirá fazer uma refeição livre de gordura trans (obs: não vale viver de luz, dá câncer). A gordura trans é apenas mais um tipo de gordura que compõe a gama de gorduras presentes no mundo... Saturadas, Insaturadas e Trans; logo: se você não tem medo de uma, não tenha medo das outras, basta não ser Super Size.

Em breve o último capítulo desta incrivelmente polêmica saga engordurada: Transmistery III – driblando-a

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cricritica da semana - Camarão (sem pão)

Abrindo a sessão cri-cri do blog...

Um belo domingo de sol, minha pessoa e o Pu (Meu gourmetzinho... E Jonas para os menos chegados xD ) resolvem ir almoçar no Shopping Eldorado (nada chique não, ia ser de Visa Vale!!!).

Critério básico para o local de refeição:
1 - Aceitar Visa Vale
2 - Local bem movimentado, o que denota giro de comida, logo: menor chance de comida estragada e velha.

O problema base que sempre temos para decidirmos onde comer é: tipo de comida. Como não sou grande fã de peixe e tenho alergia a maioria dos frutos do mar evito sempre tais locais, porém o Jo consegue ser mais japonês do que eu e AMA coisas marítimas, logo, depois de uma hora escolhendo entre cerca de 20 locais diferentes de alimentação optamos pela Vivenda do Camarão

Pedidos: Parmeggiana de peixe para mim e peixe empanado com molho de camarão para ele (acompanhado de creme de espinafre e arroz com brócolis)

Erro 1: Pedi peixe a parmeggiana e não ORÉGANO a parmeggiana. O molho tinha tanta erva que você incrivelmente não conseguia sentir o sabor do peixe, e quase mascarava o sabor - e o odor - do queijo, provavelmente velho.
Erro 2: Na hora de pegarmos os pedidos, cadê o molho de camarão? Alguém havia escondido. Como a fome era imensa deixamos passar!
Erro 3: O empanado estava cru, e tinha tanto cloreto de sódio que parecia que eu estava mastigando um pedaço da salina.
Erro 4: logística de cozinha é algo muito importante... Para quem já trabalhou em uma fica expressamente claro quando um prato ficou esperando para ser finalizado: o creme de espinafre estava com as bordas secas e o arroz quase frio (além de ambos estarem sem sabor)
Erro 5: ERRARAM AS POLENTAS! Um produto pronto que a tecnologia de alimentos propiciou com toda a boa vontade e praticidade, conseguiu sair sem gosto e dura! Polentas são preparações macias - mesmo após fritura - e não mandioca de boteco (que apesar de duras são gostosas)
Erro 6: Atendimento péssimo: a moça que estava passando os pratos parecia se importar mais com o que estava a sair do que o prato que saiu errado...

Bom, nota pelo prato - 0... Nota pelo atendimento = 5 (a moça que tirou o pedido até que foi simpática)... Logo: não recomendo!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Retificação - Transmistery I

Hooray people... Acho que me empolguei muito na reflexão pessoal, então vamos retifica-la:

*reflexão pessoal* Revoltante, absolutamente revoltante, essas pessoas que inventam razões N para dizer que um alimento faz mal, inventam dietas X milagrosas que são vinculadas a posição em que se encontra Plutão (que nem é mais um planeta). Vão pesquisar um pouco mais, compreenderem os fatores químicos e usar a massa cinzenta... Depois a gente conversa! Faz mal, sim faz... Mas até se você beber água demais faz mal... Logo... Ponto de concordância: sem modinhas estúpidas! O importante não é tanto o que você come, mas sim o quanto você come!!! *fim da reflexão pessoal*

Sobre: sim, essas pessoas toscas são aquelas que adoram aparecer na Ana Maria Braga e escrever artigos sobre a dieta da ervilha, dieta da lua, dieta da vaca que foi pro brejo, nas revistas bem citadas pelo José (= Atrevida, TodaTeen, Capricho). Vamos caracterizar que não estou criticando o trabalho de todos os nutricionistas e médicos, mas sim daqueles poucos que chegam até a difamar uma classe profissional por inventar modinhas para ganhar dinheiro. Assim como tem outros profissionais, vou citar os gastrônomos (por pertencer a classe deles durante um tempo), que inventam modinhas para aparecer na mídia para ter seus 15 segundos de fama.

Como está complexo demais o meu tempo para postar a continuação (to na reta final da pós-graduação) devo salientar que ao contrário do comentário feito pelo Diogo, não quero incentivar o consumo de McDonalds, mas sim que cada um pense no que come, logo: cada um sabe onde põe a boca. Ex: eu não consumo McDonalds, simplesmente odeio muito tudo aquilo (aproveitando o slogan).

Próximo capítulo da saga transmistery: explicações engenherísticas, químicas, nutricionais e gastrológicas sobre a gordura trans! =)

Mais um vídeo...



E assim caminha a humanidade... Triste! Quem aposta que não daqui a muito tempo aparecerá mais uma dessas redes de lanches horríveis por aí? Daqui a pouco tem McDonals até dentro do Motel!

Obs: Abrirei um canal de crítica de restaurantes, bares e afins aqui... Serão posts breves, mas contando as experiências de uma química-gastrológica-analista e seu gourmetzinho pelas comidas do Brasil xD

terça-feira, 4 de maio de 2010

Transmistery I

Considerações: fiquei com peso na consciência por não ter postado logo...

Oh meu Deus, o mundo está sendo atacado pelas anti-nutricionais, não saudáveis, contra as leis da natureza e engordantes gorduras trans!!! (bobeira...)

Desde 11 de julho de 2003 a FDA (Food and Drug Administration) regulamentou que em todos os rótulos de produtos, dietéticos ou não, deve conter os valores nutricionais dos ácidos graxos hidrogenados trans.

Quem nunca ouviu na rua, em casa e até mesmo no banheiro “nossa será que isso tem gordura trans?” Ohhh... Quanta preocupação por uma coisa que sempre existiu, mas que ninguém ligou... Até agora.

Desde o início dos tempos as pessoas tentam desvendar os mistérios por trás da alimentação, e a cada nova descoberta surge uma nova mania, uma nova tendência do “não coma porque faz mal” ou “não coma porque engorda”...

*reflexão pessoal* Revoltante, absolutamente revoltante, esses pseudo-nutricionistas e pseudo-médicos que inventam razões N para dizer que um alimento faz mal, inventam dietas X milagrosas que são vinculadas a posição em que se encontra Plutão (que nem é mais um planeta). Vão pesquisar um pouco mais, compreenderem os fatores químicos e usar a massa cinzenta... Depois a gente conversa! *fim da reflexão pessoal*

Antes da explicação vamos deixar bem claro que gordura trans não é igual a gordura hidrogenada, só que ambas podem ser de origem vegetal ou animal e são obtidas através das gorduras insaturadas. As gorduras trans sempre existiram já que ocorrem naturalmente, porém toda a polêmica nutricional teve seu estopim com os casos de obesidade infantil apresentados nos E.U.A. e com o lançamento do documentário Super Size Me - a dieta do palhaço. Os experimentos realizados no filme demonstravam os efeitos de uma dieta baseada só nos junk-fast-shit-foods do McDonald's com isso chuvas de processos sobre: "meu filho está gordo por causa do seu combo número 1" ou "meu filho tem problemas de peso por causa das suas French Fries - Super Size", começaram a tempestear a fraquia e, para variar um pouco, o mundo começou uma nova paranóia absurda sobre fazer mal, engordar. Só para enriquecer os pseudo-médicos e pseudo-nutricionistas e enraivecer os técnicos-engenheiros. Falando em técnico... Este vídeo é muito interessante!



Freak... Reflitam sobre este vídeo!!!

No próximo capítulo as explicações técnicas!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aquecimento para o novo post

People... Faz tempo, não?

Resolvi, pela inviabilidade de processo, fazer posts menores do que geralmente publico, então eis aqui uma dica do que se tratará a série de posts seguinte!

sábado, 10 de abril de 2010

Festival

Pessoas, apesar da distância de meio mundo, vamos comemorar a floração das cerejeiras - Hanami

Faz sentido a comemoração para a minha pessoa, visto que Sakura é a flor da cerejeira!

Em breve novos posts (motivo: excesso de coisas para fazer)

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