Vamos para a Babilônia! Nessa época ser “mestre cervejeiro” era uma profissão de respeito. E quem comandava eram as mulheres.
Os babilônicos, descendentes dos suméricos, tornaram o consumo e produção de cerveja algo cultural, assim como ocorreram vários avanços tecnológicos para produção nessa época. A cerveja era uma bebida popular, mais aclamada que o vinho, onde até mesmo Hammurabi – sexto rei da Babilônia – proclamou em seu imenso código de leis, um compêndio sobre a cerveja. Desde o processo de fermentação, até mesmo a quantidade de aromáticos que eram adicionados (mel, cevada, trigo...). Cada nível hierárquico da sociedade babilônica tinha uma cota diária de cerveja: 2 Litros para os mais pobres – camponeses, trabalhador normal – a 5 Litros para sacerdotes. Outra lei – que em minha opinião é a mais absurdamente engraçada, sem contar algumas do congresso brasileiro – previa que quem vendesse cerveja ruim era morto por afogamento!
Ainda sobre orgias e tabernas... Alguém aí achou que na Babilônia não tinha isso? Continuavam com o mesmo intuito de bebida e “divertimento”, assim como as reverências ao Deus Baco(n). Porém o divertimento era reservado a algumas mulheres, as sacerdotisas não podiam entrar, pois tinham passado por um ritual e precisavam manter a pureza em seu corpo - e nesse lugares porque não dizer, na alma também. Enfim, esses lugares eram como o clube do Bolinha pervertido.
De extrema importância da cultura alcoólica era o tipo de cerveja produzido pelos babilônicos. Opaca e sem filtragem. Tal como hoje alguns cervejeiros, como o Wolkenburg, – de Cunha, São Paulo – produzem. Eles conservam o extrato de levedura no fundo da garrafa, formando uma espécie de borra que concede a turbidez e acentuação no sabor.

Anyway, chega de história... Os fatos mais importantes – os tópicos de fermentação – já foram citados, logo: que venha a parte técnica sobre a cerveja! No próximo episódio: BlurpBeer – Sensações gasólicas.

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